
Você tem o costume de misturar bebida com medicamento? Sabia que essa prática, que pode parecer bem inofensiva, causa efeitos nocivos à saúde e pode até mesmo colocar sua vida em risco? Isso porque a interação entre as substâncias presentes tanto nas bebidas alcoólicas quanto nos medicamentos afetam diretamente a eficácia dos medicamentos e geram uma série de efeitos colaterais.
Por isso, atenção! Se você faz uso contínuo de algum tipo de medicamento ou está cumprindo algum tratamento específico, pode ser que você precise deixar a bebida alcoólica para outra hora. É muito importante verificar com o médico ou até mesmo com o farmacêutico quais são as recomendações e limitações.
Por isso, ao receber a receita de qualquer medicamento, não se esqueça de descrever ao médico quais outros você já toma, detalhes sobre o tratamento, seus hábitos de consumo (bebidas e alimentos) e aproveite para tirar todas as suas dúvidas. Neste conteúdo, explicaremos os riscos de misturar bebida com medicamento e quais são os principais efeitos colaterais.
Quer entender melhor sobre o assunto? Então confira abaixo!
Entenda por que você não deve misturar bebida com medicamento e evite os efeitos colaterais da interação entre substâncias
O consumo de bebidas alcoólicas como forma de socializar com os amigos, relaxar depois de um dia cansativo ou comemorar um momento importante já vem de muitos milênios e está enraizado em nossa cultura. E desde que feito com moderação, não há problema algum em curtir um momento descontraído com uma boa bebida. A questão é que, assim como tudo o que consumimos, as bebidas também são uma combinação de substâncias que alteram, de alguma forma, o funcionamento do nosso organismo.
O álcool, especificamente, é absorvido pelo sistema digestivo e entra direto em nossa corrente sanguínea, afetando também o sistema nervoso. Por isso, quando passamos do ponto e exageramos na dose, sentimos que perdemos o controle de nosso corpo e mente. Com tamanho efeito sobre nosso organismo, já dá para imaginar que a interação entre o álcool e as substâncias que compõem os medicamentos não é nada saudável.
Essas interações não recomendadas geram efeitos colaterais que podem variar de leves a graves, e tudo depende da fórmula do medicamento e, claro, da quantidade de álcool ingerido em um determinado período de tempo. Entretanto, independentemente desses fatos, o sistema nervoso central e o fígado são geralmente os mais afetados.
Sistema nervoso central
Todas as bebidas alcoólicas têm a capacidade de desacelerar a função cerebral. E isso não significa que o consumo de álcool seja prejudicial, mas o consumo excessivo e muito frequente pode sim ser a causa de problemas neurológicos e resultar em doenças graves a longo prazo. Se você já conversou com uma pessoa alcoolizada, deve ter percebido certa dificuldade na fala, no entendimento e, também, nos movimentos.
Isso acontece porque, naquele momento, a bebida está agindo sobre o sistema nervoso central como um depressor. Se a isso for somado o efeito dos medicamentos que atuam diretamente nesse sistema, é possível que a pessoa sob o efeito da interação entre substâncias sofra desde uma sonolência anormal a um quadro de coma ou convulsões e parada respiratória.
Sedativos, antidepressivos e até mesmo os ansiolíticos “mais leves” podem ser um impedimento para o consumo de bebidas alcoólicas. Portanto, fale com o seu médico antes de tudo.
Sobrecarga do fígado
O fígado tem um papel muito importante no processo de ingestão de medicamentos e bebidas alcoólicas: é esse o órgão responsável por metabolizar essas substâncias. Ingerir bebidas em excesso ou alguns medicamentos mais fortes já podem, por si só, sobrecarregar o fígado. Então já é esperado que a mistura de ambos gere problemas muito mais graves.
Uma vez que o fígado está sobrecarregado e não funciona direito, a eficácia do medicamento estará comprometida, já que não há a absorção completa e adequada, e os riscos de danos irreversíveis no órgão são enormes. A longo prazo, esse hábito fará com que o paciente desenvolva doenças hepáticas graves e pode levar ao óbito.
Aumento dos efeitos colaterais
Quem nunca sofreu de efeitos colaterais ao ingerir um medicamento? Isso é muito mais comum do que as pessoas imaginam. Em alguns casos, o médico pode suspender o medicamento e orientar sobre um substituto, já nos casos mais leves, a depender do histórico do paciente, estágio da doença e tempo do tratamento, os efeitos colaterais devem ser suportados.
O álcool, entretanto, pode intensificar os sintomas dos efeitos colaterais, especialmente sonolência, tontura e náuseas.
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