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Mudanças climáticas e doenças respiratórias: como estão relacionadas?

mudanças climáticas e doenças respiratórias

Se você acompanha as notícias, já percebeu que as mudanças climáticas se tornaram uma pauta constante e bem alarmante. Afinal, à medida que o planeta aquece, enfrentamos não apenas um aumento nas temperaturas médias (e recordes de calor), mas também eventos climáticos extremos, como o tempo seco, a falta de chuvas, as tempestades e os incêndios florestais. Tudo isso tem contribuído significativamente para alterar a composição do ar que respiramos. Por isso, quem sofre com os sintomas de asma, bronquite crônica e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é parte do grupo de risco e deve ficar ainda mais atento às mudanças climáticas.

Além disso, a proliferação de agentes alérgenos, como pólen e esporos de fungos, também é influenciada pelas mudanças climáticas. E não pense que as alergias acontecem só nas estações mais floridas como primavera e verão! Isso porque, com as estações quentes cada vez mais prolongadas, observa-se não apenas um aumento na quantidade desses alérgenos, mas também sua presença ao longo do ano todo.

Mas o que fazer exatamente nesses casos e como cuidar da saúde em meio a essas mudanças climáticas aceleradas e instáveis? Neste conteúdo explicamos um pouco da relação entre o clima e as doenças respiratórias, elencamos as principais doenças e trouxemos dicas de como reduzir os sintomas e proteger a sua saúde.

Quer saber mais sobre o assunto? Então confira até o final!

Mudanças climáticas e doenças respiratórias: afinal, qual é a conexão?

Já explicamos um pouco, na introdução deste conteúdo, como as mudanças climáticas estão conectadas às principais doenças respiratórias. No entanto, montamos uma sequência de tópicos bem específicos para aprofundar nossa compreensão e nos ajudar a combater os sintomas e melhorar nossa qualidade de vida:

Qualidade do ar

O primeiro impacto das mudanças climáticas começa já na qualidade do ar. Afinal, o aquecimento global contribui para o aumento da concentração de poluentes no ar, incluindo partículas finas (PM2.5) e ozônio ao nível do solo.

E ainda que todas essas substâncias pareçam estranhas de compreender, precisamos entender que estes poluentes são conhecidos por irritar o sistema respiratório, piorar condições preexistentes como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), e aumentar o risco de ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais.

Além disso, eventos climáticos extremos, como ondas de calor e incêndios florestais, podem aumentar significativamente a quantidade desses poluentes e partículas suspensas no ar. E não pense que isso se limita ao lugar onde você mora! No ano de 2022 pudemos observar como as queimadas na Amazônia impactaram a qualidade do ar em São Paulo.

Aumento de alérgenos

Há divergentes agentes alérgenos que podem causar as mais variadas reações no nosso organismo. No entanto, o pólen e os esporos de fungos estão entre os principais causadores de crises alérgicas. Isso porque esses alérgenos são dispersos pelo ar e podem ser inalados facilmente pelas pessoas, chegando diretamente ao sistema respiratório.

Mudanças na temperatura e nos padrões de chuvas afetam a distribuição desses alérgenos, ampliando o período de alergias sazonais e intensificando os sintomas em indivíduos sensíveis.

Doenças infecciosas

Dentre as principais doenças infecciosas, podemos destacar a gripe (influenza), a tuberculose, a pneumonia, a bronquite e, nos últimos anos, a COVID-19. E além dos aspectos próprios das doenças respiratórias, elas têm mais uma coisa em comum: podem ser mais facilmente contraídas durante as mudanças climáticas mais extremas.

Isso porque a umidade e as temperaturas elevadas podem favorecer a propagação dos vírus e bactérias, além de afetar a imunidade das pessoas. Por exemplo, ambientes frios e secos podem aumentar a sobrevivência de vírus como o da gripe no ar, enquanto a umidade pode ajudar na disseminação de certas bactérias. Da mesma forma, as altas temperaturas podem facilitar a reprodução de microrganismos em superfícies e água não tratada, aumentando o risco de infecções respiratórias.

Por que acontecem as mudanças climáticas e o que podemos fazer

mudanças climáticas e doenças respiratórias

Quando nos referimos às mudanças climáticas, vamos muito além das oscilações de temperatura ou passagem das estações. As mudanças climáticas são alterações significativas e duradouras nos padrões climáticos e nas temperaturas médias globais, o que é resultado principal do processo de aquecimento global.

Dentre as causas mais conhecidas, estão:

  • As emissões de gases de efeito estufa, a principal causa do aquecimento global e das mudanças climáticas;
  • O desmatamento, especialmente em florestas tropicais como a Amazônia;
  • As más práticas na agricultura e pecuária;
  • A demanda crescente por energia, especialmente proveniente de fontes não renováveis.

E o que podemos fazer para contribuir com problemas que parecem estar totalmente fora do nosso alcance? Bom, para começo de conversa, não estão tão fora de alcance assim. Afinal, interferimos e contribuímos diretamente para essas “causas” a partir dos nossos hábitos de consumo, o que ensinamos para as novas gerações e até mesmo quando deixamos de falar sobre o assunto.

Por isso, há uma série de boas práticas que podemos adotar e que vão contribuir para um futuro melhor para todos. Confira:

  • Adotar fontes de energia renováveis (solar, eólica, hidrelétrica) e investir em produtos que apresentem eficiência energética em todos os setores;
  • Proteger as florestas existentes e investir no reflorestamento;
  • Dietas mais sustentáveis, além de minimizar o desperdício de alimentos;
  • Investir em tecnologia verde, incluindo desenvolvimento de energias limpas, veículos elétricos e técnicas de agricultura sustentável;
  • Apoiar políticas públicas e acordos internacionais voltados para a mitigação das mudanças climáticas;
  • Promover a educação ambiental e a conscientização sobre as mudanças climáticas para incentivar práticas sustentáveis na comunidade.

Como tratar os sintomas das principais doenças respiratórias causadas pelas mudanças climáticas e melhorar a qualidade de vida

O primeiro passo é procurar atendimento médico para diagnóstico e recomendação do tratamento próprio para cada doença. Isso porque, em alguns casos, pode haver a necessidade do uso de antibióticos e outros medicamentos que demandam prescrição médica. Além disso, doenças respiratórias apresentam sintomas bem parecidos e apenas um especialista será capaz de identificar e diagnosticar de qual doença se trata.

Um diagnóstico e tratamento incorretos pode resultar em um agravamento da condição, assim como a proliferação mais rápida da doença e o contágio de outras pessoas próximas.

Entretanto, há algumas dicas que podem ajudar, sem influenciar no tratamento médico adequado, a reduzir os sintomas das doenças respiratórias. São elas:

  • Descanse! Entenda que seu corpo está lutando contra um agente infeccioso e, por isso, descansar ajuda na resposta imunológica.
  • Mantenha-se bem hidratado para ajudar a manter as vias respiratórias úmidas e facilitar a expulsão do muco.
  • O uso de um umidificador pode ajudar a manter as vias aéreas úmidas, aliviando a tosse e a congestão.
  • Evita a exposição a fumo de cigarro e poluentes atmosféricos, que podem agravar os sintomas respiratórios.
  • Uma dieta rica em frutas, vegetais, proteínas magras e grãos integrais pode ajudar a fortalecer o sistema imunológico.

Faça a sua parte!

Nós, da Nova Medicamentos, reconhecemos a importância crítica das mudanças climáticas e seu impacto significativo na nossa saúde e no meio ambiente. Por isso, mantemos um firme compromisso em promover a sustentabilidade e apoiar a luta contra os agravantes.

Junte-se a nós nessa luta! Seja adotando práticas sustentáveis em sua vida diária, apoiando políticas ambientais responsáveis ou contribuindo para organizações que lutam contra as mudanças climáticas, sua participação é muito importante. Vamos juntos para um mundo melhor?

 

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